Uma campanha de moradores pela compra dos 150.000 m² da área do antigo Clube Banespa, encravados no coração do nosso condomínio. A decisão está chegando. E ela é de todos nós.
Iniciativa independente de moradores do Condomínio Estância Marambaia · Vinhedo/SP
No meio do Marambaia existe uma gleba de 150.000 m² que pertence ao Esporte Clube Banespa (ECB). Durante décadas ela funcionou como clube, aberta aos moradores mediante taxa. Com o declínio do ECB, as atividades foram encerradas e a área foi fechada em 2025.
Hoje ela está abandonada. E área abandonada dentro de um condomínio não é terreno neutro: gera risco de invasões, incêndio na vegetação seca, proliferação de pragas e desvalorização dos imóveis do entorno.
A boa notícia: a estrutura está lá, pronta para ser recuperada.
Fotos reais da área, registradas por moradores em junho de 2026.
A Crediven (hoje Sofinal) doa a gleba de 150.000 m² ao Esporte Clube Banespa, por escritura pública, para ali funcionar a sede campestre do clube. Em volta dela nasce o Condomínio Estância Marambaia.
Piscinas, quadras, festas e famílias. O clube funciona aberto aos moradores mediante taxa e é parte da vida do condomínio.
Com a privatização do Banespa, o clube perde sua base de sócios e entra em longo declínio financeiro.
Sem condições de se manter, o ECB encerra as atividades e fecha a área de vez.
Em ação movida pelo condomínio, a Justiça decide em primeira instância que o ECB não pode vender a área sem a anuência dos proprietários do Marambaia. O recurso segue em andamento.
Depois de estudos jurídicos e reuniões com a administração, a Prefeitura e o cartório, consolida-se o caminho mais seguro: o próprio condomínio comprar a área. Só a área, com suas construções. Não o CNPJ nem as dívidas do clube.
Assembleia específica para decidir a aquisição. A participação de cada proprietário será decisiva.
Comprar é trocar risco, custo e incerteza por patrimônio, segurança e lazer.
"Já pagamos pelo clube com os 7,29% na compra dos lotes."
MitoOs 7,29% eram um repasse entre a Crediven e o ECB, previsto na escritura de doação, para ampliar as instalações do clube. Cada comprador pagou apenas pelo seu lote e pela fração das áreas comuns do condomínio. Ninguém adquiriu propriedade sobre os 150.000 m², que seguem 100% do ECB.
"A Sofinal vai retomar a área e doar de graça para o condomínio."
Aposta arriscadaA própria escritura de 1974 diz que a doação é irrevogável "em tempo algum". Qualquer tentativa de reversão dependeria de anos de disputa judicial, com a área se degradando enquanto isso. Não dá para apostar o futuro do condomínio nessa hipótese.
"Dá para ganhar a área por usucapião."
MitoA área é propriedade privada de uma associação com CNPJ ativo. Não se trata de terreno abandonado sem dono. Usucapião não se aplica a este caso.
"Vamos comprar o clube, com CNPJ e dívidas."
MitoA proposta é comprar exclusivamente a gleba de terra e as construções que estão nela. O CNPJ do ECB, suas obrigações e suas dívidas ficam com o ECB. A compra só se concretiza com documentação verificada, certidões e aprovação em assembleia.
"Vão desmembrar a área e encher de lotes e prédios."
Não é a propostaA área é totalmente encravada, sem frente para via pública, o que torna o desmembramento tecnicamente inviável. A proposta em discussão é comprar a área inteira e integrá-la às áreas comuns do condomínio.
"O ECB pode vender para quem quiser, a qualquer momento."
Fato: hoje ele não podePor decisão judicial de primeira instância, o ECB só pode vender com a anuência dos proprietários do Marambaia. O recurso ainda está em julgamento, e é justamente por isso que este é o momento de agir: a anuência é o nosso maior trunfo na negociação.
Hoje o Marambaia não é dono. Se o ECB vender a terceiros, quebrar ou simplesmente deixar tudo abandonado, ficamos com 150.000 m² de risco dentro de casa, sem poder de decisão. Comprando, o condomínio assume o controle, a segurança e o futuro da área.
A negociação com o ECB está em andamento e envolve etapas como levantamento de dívidas e certidões. Os valores e as condições de pagamento serão detalhados oficialmente na convocação da assembleia, para que cada proprietário vote com total clareza.
O condomínio. A área passa a ser bem comum, como as ruas, portarias e praças. O modelo de gestão (administração própria, comissão de moradores ou empresa especializada) será definido em assembleia após a aquisição.
Como área comum, o custo é rateado entre todos os proprietários, por lei e por convenção, da mesma forma que já acontece com as demais áreas do condomínio. Quem não usa a portaria de serviço também contribui com ela. Em troca, todos ganham a valorização e a segurança que a área traz.
Como em qualquer aquisição de imóvel, existe. Por isso o processo está sendo conduzido com pareceres jurídicos, diálogo com a Prefeitura e com o cartório, e a intenção de amarrar a compra a um acordo homologado na Justiça, o que aumenta a segurança do registro. A compra só ocorre após análise da documentação e aprovação em assembleia.
Este é um risco sério. Uma reprovação pode ser usada pelo ECB no processo judicial como prova de "desinteresse" do condomínio, abrindo caminho para a Justiça liberar a venda a terceiros. Nesse cenário, perdemos o controle da área. Por isso cada voto conta.
Como bem comum, qualquer alienação futura também exigiria aprovação em assembleia com quórum alto. Ou seja: o patrimônio fica protegido nas mãos dos próprios moradores.
Coloque uma fita azul no portão, na caixa de correio ou na árvore da sua casa. É o símbolo de quem apoia a campanha e desperta a curiosidade da vizinhança.
No grupo de WhatsApp da campanha você recebe as informações verificadas, tira dúvidas e fica sabendo da convocação em primeira mão.
Muitos proprietários não estão em nenhum grupo e não conhecem o caso. Uma boa conversa de portão vale mais que dez mensagens.
A assembleia é o momento decisivo. Reserve a data assim que a convocação sair e ajude quem tem dificuldade a participar.
São 150.000 m² de história, natureza e convivência esperando para voltar às mãos de quem vive aqui. Participe.